“Existirá alguém tão esperto que aprenda pela experiência dos outros ?”
Eu tenho conversado bastante com Gabriel sobre as “sugestões” que nós, adultos, lhe damos sobre o que não se deve fazer!
Explico: quando ele sobe nas almofadas do sofá que são soltas, por exemplo, e fica andando de um lado para o outro até, óbviamente “de uma queda, ir ao chão”, rs, eu ja avisei quinhentas mil vezes que não andasse ali, que as almofadas são soltas e que ele iria cair. E ele, lógico, andava de um lado para o outro me desafiando: “ eu sou equilibristaaaa, eu não caioooo!” Até que o óbvio acontece! E o chororô ta armado... e eu, como não podia deixar de ser, solto o famoso: “ eu avisei!” kkk. Sou mãe, pô, tenho perdão!!!
O negócio, é que essas minhas “previsões” estão se repetindo com uma certa frequência, e isso tem deixado Biel meio encafifado. Perguntou, então, como eu sempre sei antes, o que ainda vai acontecer!
Elementar meu caro Watson, digo, Gabriel, eu já fui criança! Já tive a sua idade e fiz as artes que vc faz! Já desobedeci a minha mãe e me dei mal! Justamente por isso eu aviso, apesar de não tirá-lo de lá até que a força da gravidade te carregue para o chão! Sei que não adianta proibir, que seu instinto desbravador vai querer aflorar em vários momentos e me desafiar... Mas meu instinto materno também não se cala e não consigo vê-lo fazer algo que poderá te causar sofrimento sem ao menos te alertar! E sempre que faço isso, tenho a certeza de que não vai me ouvir... mas ainda ssim o faço! Porque sou mãe e tenho que fazê-lo... simples assim!!!
Tenho que fazer uma observação aqui: sempre fui contra o “não porque não”. Sempre achei que vale a explicação. E aqui comprovo que vale realmente a explicação. E que apesar de ficarmos deseperadas para tirá-los de lá, do “risco iminente”, temos que admitir que passamos a maior parte do nosso dia com eles distantes de nossos olhos e que simplesmente proibirmos que façam algo quando vemos, definitivamente não é garantia de que eles não o faraõ!!! Portanto, muito melhor orientá-los e ter a “pequena possibilidade deles seguirem”,do que brigar e proibir sem mostrar os riscos, pois aí as probabilidades caem pra zero!
Enfim, nos últimos dias, sempre que digo para Gabriel que não deveria fazer algo, ele solta:
- Por que? ? ? Porque vc ja foi criança e isso já aconteceu com vc!!!?
E eu acabava dizendo que sim.
O problema é que a situação começou a se repetir com muita frequência, e eu achei que ele ia começar a duvidar da mãe que já viveu de tudo! Então comecei a dizer que não, que essa coisa eu vi acontecer com minha prima, que a outra, eu vi um paciente no hospital... e assim, minha vida se tornou um mar de aventuras! Ao menos na imaginação do meu pequeno desbravador, que adora viajar nas estórias aventureiras da mamãe, que sempre terminam no hospital, hahaha. E conseguimos transformar uma simples arte de criança, numa aventura digna de Spielberg, Andrew Adamson, entre outros...
A coisa boa disso, é que ele tem respeitado ( ou tentado ganhar mais estórias, rs!) um pouco nossas “sugestões”. E tem entendido, do seu jeito, que experiência vale ouro!!! E que apesar de na maioria das vezes, termos que viver as situações para adquirir a experiência, em alguns casos é sim, possível se aprender com a experiÊncia dos outros...












